Revisado em

Guias de cripto e registros

GCAP 2026: como declarar ganho de capital de cripto (passo a passo)

Compilado pela equipe editorial da TxFlows · Revisado em 11 jun 2026 · Política editorial e fontes

A resposta direta

O GCAP é o programa que a Receita Federal disponibiliza para apurar o imposto sobre o ganho de capital — inclusive na venda de criptoativos. Quando as vendas do mês passam do limite de isenção e há ganho, é nele que o imposto é calculado e o DARF é gerado. O download é feito no site oficial da Receita, e o preenchimento sai dos seus próprios registros.

Quem chega aqui procurando o download do GCAP 2026 não precisa rolar a página: o programa está na página oficial de download da Receita Federal, no portal gov.br. Este guia cobre o resto do caminho: quando uma venda de cripto exige o programa, o que preencher em cada operação, como o DARF é gerado e o que reunir antes de começar.

As regras por trás disso — quem informa o quê à Receita Federal e o que muda com a DeCripto — estão na página de regulação de stablecoins e criptoativos no Brasil. E se o que você procura são os relatórios de cada corretora e carteira, a parte prática está no guia do informe de rendimentos de cripto. Já o pagamento do imposto apurado tem guia próprio: o guia do DARF de cripto explica o documento, o código de receita em vigor e como pagar — inclusive sem código de barras.

Este guia é material de referência, compilado a partir de fontes primárias da Receita Federal, e não constitui consultoria tributária nem jurídica.

O que é o GCAP (e onde ele entra na venda de cripto)

O GCAP, Programa de Apuração dos Ganhos de Capital, é o programa da Receita Federal para apurar o imposto sobre o ganho de capital na alienação de bens e direitos — e é por ele que passa a venda de cripto com ganho tributável. Ganho de capital é a diferença positiva entre o valor da venda e o custo de aquisição. No programa, você registra cada alienação; ele calcula o imposto devido e gera o DARF para o pagamento. No ano seguinte, os registros podem ser importados para a sua declaração anual do imposto de renda, o que facilita o preenchimento.

Baixar o GCAP 2026: só no site oficial

O download do GCAP 2026 é feito na página oficial de programas da Receita Federal, no portal gov.br — o caminho está logo no início deste guia e na lista de fontes, no fim da página. A Receita publica uma versão do programa por ano, e o GCAP 2026 cobre as alienações do ano-calendário de 2026; a página disponibiliza instaladores para Windows, para macOS e uma versão multiplataforma. Antes de baixar, confira se o endereço é mesmo o do portal gov.br: o programa vai receber os seus dados fiscais, e instalador fora do site oficial não compensa o risco.

Quando uma venda de cripto exige o GCAP

A regra que decide é a isenção mensal. O ganho na venda de criptoativos é isento do imposto quando o total alienado no mês fica em até R$ 35.000 — somando o conjunto de criptoativos vendidos no Brasil e no exterior, independentemente do tipo: bitcoin, altcoins, stablecoins ou NFTs. Quando as vendas do mês passam desse total e existe ganho, o imposto é apurado no GCAP, por alíquotas progressivas em função do lucro, e recolhido até o último dia útil do mês seguinte ao da transação. Dois pontos de atenção: a soma olha o valor alienado no mês — o ganho entra depois, na conta do imposto; e a isenção alcança o imposto sobre o ganho, sem afastar as demais obrigações — informar as operações à Receita, quando é o caso, é regra separada, tratada mais adiante neste guia.

Passo a passo: a venda de cripto no GCAP

O fluxo abaixo descreve o funcionamento do programa da Receita, do download ao DARF, e vale para cada mês com venda tributável. As telas mudam de uma versão para outra; na dúvida, o caminho seguro é a ajuda do próprio programa e as orientações da Receita Federal — e o enquadramento do seu caso é conversa para o seu contador.

  1. 1 Baixe o GCAP do ano da venda na página oficial da Receita Federal e instale o programa.
  2. 2 Registre cada alienação do mês: o que foi vendido, a data, o custo de aquisição e o valor da venda, em reais.
  3. 3 O programa apura o ganho e calcula o imposto devido.
  4. 4 Gere o DARF dentro do próprio programa para pagar o imposto.
  5. 5 No ano seguinte, importe os dados do GCAP para a declaração anual do imposto de renda.

Do GCAP ao DARF: como o imposto é pago

O imposto apurado no GCAP é pago por DARF, que o próprio programa gera. Desde abril de 2026, o recolhimento do ganho de capital na alienação de criptoativos tem código de receita próprio no DARF: o 1897, IRPF — Ganho de Capital na Alienação de Criptoativos, instituído pelo Ato Declaratório Executivo Codar nº 16/2026. Vale ajustar o calendário: a apuração do ganho de capital é mensal, e o pagamento não espera a declaração anual — quem vendeu com ganho tributável em um mês paga no mês seguinte.

Os registros que tornam o GCAP preenchível

O GCAP trabalha com o que você informa: a apuração parte das informações que você preenche, operação por operação. Para registrar cada alienação sem buraco, os seus registros precisam trazer o que foi vendido e quando, o custo de aquisição com comprovante, o valor da venda e — quando a operação não foi liquidada em reais — o valor em reais na data, com a fonte do câmbio anotada. Onde obter o relatório de cada corretora, e o que uma carteira de autocustódia entrega ou não, é assunto do guia do informe de rendimentos de cripto, aqui do site; o link fica no início desta página.

GCAP, IRPF anual e a declaração de operações: três obrigações diferentes

É aqui que as confusões nascem, porque os números se parecem. O GCAP cuida do imposto sobre o ganho: apuração mensal e DARF quando as vendas do mês passam da isenção. A declaração anual do imposto de renda é outra frente — é nela que entram os bens e os ganhos do ano, e os dados do GCAP podem ser importados para ela no ano seguinte. E existe ainda a prestação de informações sobre as operações: hoje, pela Instrução Normativa RFB 1.888/2019, quem opera fora de exchange brasileira informa as operações à Receita Federal quando o total do mês passa de R$ 30.000; a partir de julho de 2026, essa prestação passa para a declaração DeCripto, no e-CAC, com o limite mensal elevado para R$ 35.000. Esse limite de declaração coincide, no valor, com a isenção mensal do ganho de capital — mesmo valor, regra diferente: uma regra decide se você informa a operação; a outra, se o ganho paga imposto.

De onde saem os números que o GCAP pede

Dos seus registros. O extrato de uma carteira mostra endereços, valores e datas; o relatório de uma corretora cobre o que aconteceu dentro dela. Custo de aquisição com comprovante, valor em reais na data de cada operação com a fonte do câmbio anotada, contraparte de cada transferência: esse conjunto é construído por quem declara, mês a mês, e é ele que sustenta a apuração no GCAP — e a conversa com o seu contador.

O que reunir antes de abrir o GCAP

  1. 1 A lista das alienações do mês: o que foi vendido, em que data e por quanto.
  2. 2 O custo de aquisição de cada posição vendida, com o comprovante — inclusive das posições que vieram de outras plataformas.
  3. 3 O valor em reais de cada operação na data em que aconteceu, com a fonte do câmbio anotada.
  4. 4 Os relatórios exportados de cada corretora e o extrato de cada carteira do período.
  5. 5 O total alienado no mês, somando todos os criptoativos, para conferir a isenção com o seu contador.

Perguntas

Preciso do GCAP se não vendi nada no mês?
O GCAP serve para apurar o imposto quando há ganho na alienação — sem alienação no mês, e alienação vai além da venda, não há ganho de capital a apurar nele. A posse tem outro lugar: os criptoativos que você detém são informados na declaração anual do imposto de renda, na ficha Bens e Direitos, conforme a orientação da Receita Federal sobre criptoativos. Confirme com um contador o que se aplica ao seu caso.
Vendi menos de R$ 35 mil no mês. Preciso declarar mesmo assim?
O ganho é isento quando o total alienado no mês, somando o conjunto de criptoativos no Brasil e no exterior, fica em até R$ 35.000 — nesse caso, não há imposto a apurar no GCAP. A isenção alcança o imposto sobre o ganho: a prestação de informações sobre as operações, quando é o caso, e a declaração anual seguem valendo. Na dúvida sobre o seu caso, confirme com um contador.
Qual cotação uso para converter as operações em reais?
O que os registros precisam carregar é o valor em reais na data de cada operação, com a fonte do câmbio anotada: é esse dado que sustenta o custo de aquisição e o valor de alienação que o GCAP pede. Qual cotação oficial se aplica a cada situação é o seu contador quem define, a partir da orientação da Receita Federal.
Stablecoin conta como cripto na isenção e no GCAP?
Conta. A Receita Federal esclarece que a isenção mensal observa o conjunto de criptoativos alienados no Brasil ou no exterior, independentemente do tipo — bitcoin, altcoins, stablecoins ou NFTs. Vender stablecoin é alienar criptoativo: entra na soma do mês e, quando a soma passa da isenção, o ganho passa pelo GCAP como o de qualquer outro criptoativo.

Fontes e metodologia

Cada número deste guia está ligado a uma destas fontes. Confirme nelas antes de agir.

  1. Download do Programa Ganhos de Capital (GCAP) — Receita Federal — Receita Federal do Brasil
  2. Apurar imposto sobre ganhos de capital — serviço oficial do Governo Federal — Governo Federal (gov.br)
  3. Receita Federal esclarece sobre declaração de operações com criptoativos (março de 2023) — Receita Federal do Brasil
  4. Ato Declaratório Executivo Codar nº 16, de 28 de abril de 2026 — institui o código de receita 1897 (IRPF — Ganho de Capital na Alienação de Criptoativos) — DOU de 29/04/2026 (íntegra via LegisWeb)
  5. Criptoativos — orientação tributária da Receita Federal — Receita Federal do Brasil
  6. Atos referentes à IN RFB 1.888/2019 (declaração de operações com criptoativos) — Receita Federal do Brasil
  7. RFB atualiza a regulamentação de criptoativos para o padrão CARF da OCDE — IN RFB nº 2.291, de 14 de novembro de 2025 — Receita Federal do Brasil

Aviso

Este guia é material de referência, compilado a partir de fontes primárias e revisado na data indicada. Não constitui consultoria tributária nem jurídica, e a TxFlows não é um escritório de contabilidade, uma corretora nem um serviço de declaração de impostos. As regras mudam e cada situação é diferente — confirme cada número na fonte primária e conte com um contador antes de agir.

Política editorial e fontes